quarta-feira, 24 de novembro de 2010

De olhos abertos como uma coruja!

Alguém me consegue explicar o porquê de eu estar acordada às 3.50h da madrugada? Estar de férias não é desculpa!!

Não encontro nada que me possa preocupar e que leva a esta tremenda ausência do Sr. Pestana! Isto porque já desisti de pensar nos problemas que diariamente invadem a nossa casa através da caixinha mágica... Plano de austeridade, crise, plano de austeridade e voltamos à crise. Ah, pelo meio mete-se a cimeira da nato em Lisboa e as 80 prostitutas que um comité estrangeiro requisitou. Ora, se eu li que pela primeira vez cada país pagou as suas despesas espero que o cabaz de "fruta" esteja incluído no dito pagamento!hihi.

Bem, parece que o João Pestana finalmente decidiu aparecer =)

Ps: Informo que este post foi originalmente escrito e depois guardado na pasta "rascunhos" do meu telemóvel! =)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

À procura do Bobby


O Bobby é um cão preto arraçado de Labrador e Castro Laboreiro com 9 anos, 40 kgs e olhos cor de mel. Tem chip terminado em **9749. Desapareceu a 4 de Maio, em Murches, Cascais.



Para mais informações sigam o link do título!

Obrigada!

Humanos desumanos

Quem costuma ler os meus posts de certeza que não vai achar novidade o que vou escrever mas não me vou cansar enquanto esta estúpida brutalidade não parar, embora todos nós saibamos que dificilmente isso irá acontecer.

Não é necessário ter uma página de facebook para ler as atrocidades que o ser humano é capaz de cometer, neste caso refiro-me ao abandono animal. Ler num qualquer canto "animal deixado no canil por donos" é uma coisa que me dá nojo, nojo mesmo. Há quem argumente que se vai desfazer do animal porque este cresceu demais, porque vai trabalhar para o estrangeiro ou simplesmente porque o senhorio da nova casa não permite animais. Sobre esta última eu falo por experiência própria pois vejamos...


Há cerca de um ano a malta aqui de casa (incluindo a bicharada) teve que sair do apartamento em que vivia, coisa que anteriormente já havia acontecido, não porque não tínhamos os devidos cuidados com os animais em termos de limpeza ruídos e afins mas apenas porque os senhorios da casa não gostavam de animais. Na nossa última experiência o senhorio (senhor já com uns 60 e trocos e muita maldade) dizia que durante a noite ouvia as patas da minha cadela (e eu a pensar que a desgraçada voava) e que era incomodativo, depois seguiu-se o triste argumento de que a cadela era perigosa (rótulo que a raça tem e nem é preciso dizer o nome) e por fim o filho precisava da casa (?)!  Antes disto já nos tinha sido dito que a cadela cheirava as pernas às senhoras e que as mesmas não gostavam (tem piada hã?).
Foi apresentada uma queixa no veterinário municipal e a resposta do mesmo foi " Pois a documentação está em dia e não me parece que a cadela seja de facto perigosa, intriga-me o motivo da dita queixa que foi o facto das pessoas não gostarem de se cruzar com a dita raça dentro do prédio" Bem que eu tinha dito que a solução seriam umas asas para a cadelita e assim sairia pela janela!! =)

Depois andam uns à procura dos animais que desapareceram enquanto outros os abandonam.

Já agora... Li uma coisa interessante, conhecem a ex-governadora do Alasca? Ora vejam:



Podem ler mais em:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/sarah-palin-mata-peixes-a-bastonada-na-televisao

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Estas tecnologias...

Dão cabo da minha alma sem dúvida. Estes telemóveis ditos "3G" deveriam ter uma tecnologia que permitisse recuperar uma mensagem apagada por acaso, neste caso refiro-me a uma mensagem guardada na chamada pasta rascunhos! Pela primeira vez desde que me aventurei nestas andanças dos blogs consegui escrever um daqueles textos cheios de personalidade e a cair para o divertido. Consegui consegui... mas com a brilhante ideia de vazar a caixa de rascunhos puff... =/

Ia dizer que gostava da chuva e da sua sonoridade e mais bla bla bla, mas um bla bla bla interessante. Agora perdeu a piada e recuso-me a aldrabar o texto que tão orgulhosa me deixou. Rifava esta rede de internet que não me permite deslocar o portátil de um lado para o outro sem o risco de ir tudo a baixo! Não gosto... Não gosto nada disto.

Ouvi por aí dizer que a China vai comprar 10% da dívida Portuguesa e que em troca o comércio chinês irá instalar-se (ainda mais) no nosso país! O nosso governo acha bom, vai gerar novos postos de trabalho... Vai claro que vai, resta saber se são postos de trabalho como os que existem no norte do país. Sim aqueles postos de trabalho na indústria têxtil cujos empresários não conseguem arranjar funcionários pois não podem pagar mais que o ordenado mínimo e os desempregados recusam pois no desemprego recebem quase tanto, ou por vezes mais.

Hoje vi na tv a criação de um horta solidária, isto é, foram entregues uns pedaços de terra a diversas famílias e estas passam a cultivar e a trabalhar a terra. Isto para famílias onde apenas 1 dos membros trabalha pode significar uma grande ajuda e o nosso governo poupa pois os rendimentos recebidos são cortados. Chamou-me a atenção um casal que tinha 3 filhos e que ficou responsável por 4 sobrinhos após o falecimento dos pais. No total 7 pessoas, todos envolvidos neste excelente projecto.
Agora digo eu... Não estará na altura de alargar estes pedaços de terra a outras zonas do nosso Portugal?? Cá para mim já ontem era tarde.

Estou de férias e há previsão de chuva! Não sei se gosto, se fosse só a chuva... Mas este frio não é simpático para comigo. Obriga-me a dormir de meias e eu não gosto! Não posso estar numa esplanada após as 5 da tarde! Relembro que estou de férias! Má altura?? Não eu gosto!! Muito!!

Já se vão vendo os enfeites de Natal e as montras dos mais diversos tipos de comércio já se começam a tornar apelativas a gastos em época de crise (para os pequeninos). Hoje era capaz de escrever meio metro de críticas, oh se era. Por acaso não haverá aí nenhum jornal ou revista que queira contratar as minhas críticas??? =P

Com vista a não ser cansativa e querer que os meus posts sejam lidos do início ao fim vou ficar por aqui =)

Já agora... Já viram o final countdown?? =D

Bj

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A história de Hachiko

Transcrevo a história de um fiel cão...Com dois dias de atraso mas sempre presente e actual. Está em brasileiro mas mas se nota e vale mesmo a pena ler.

Beijinho

Em 1924 Hachikō foi levado a Tóquio pelo seu tutor, Hidesaburō Ueno, um professor do departamento de agricultura da Universidade de Tóquio. O professor Ueno, que sempre foi um amante de cães, nomeou-o Hachi (Hachikō é o diminutivo de Hachi) e o encheu de amor e carinho. Hachikō acompanhava Ueno desde a porta de casa até a não distante estação de trens de Shibuya, retornando para encontrá-lo ao final do dia. A visão dos dois, que chegavam na estação de manhã e voltavam para casa juntos na noite, impressionava profundamente todos os transeuntes. A rotina continuou até maio do ano seguinte, quando numa tarde, o professor não retornou em seu usual trem, como de costume.

A vida feliz de Hachikō como o animal de estimação do professor Ueno foi interrompida por um acontecimento muito triste, apenas um ano e quatro meses depois. Em 21 de Maio de 1925, o professor Ueno sofreu um derrame súbito durante uma reunião do corpo docente e morreu. A história diz que, na noite do velório, Hachikō, que estava no jardim, quebrou as portas de vidro da casa e fez o seu caminho para a sala onde o corpo foi colocado, e passou a noite deitado ao lado de seu mestre, recusando-se a ceder. Outro relato diz como, quando chegou a hora de colocar vários objetos particularmente amados pelo falecido no caixão com o corpo, Hachikō pulou dentro do caixão e tentou resistir a todas as tentativas de removê-lo.
Mas é depois disso que a parte realmente triste da história começa. Depois que seu tutor morreu, Hachikō foi enviado para viver com parentes do professor Ueno, que morava em Asakusa, no leste de Tóquio. Mas ele fugiu várias vezes e voltou para a casa em Shibuya, e, quando um ano se passou e ele ainda não tinha se acostumado à sua nova casa, ele foi dado ao ex-jardineiro do Professor Ueno, que conhecia Hachi desde que ele era um filhote. Mas Hachikō fugiu daquela casa várias vezes também.

Ao perceber que seu antigo mestre já não morava na casa em Shibuya, Hachikō ia todos os dias à estação de Shibuya, da mesma forma como ele sempre fazia, e esperava que ele voltasse para casa. Todo dia ele ia e procurava a figura do professor Ueno entre os passageiros, saindo somente quando as dores da fome o obrigavam. E ele fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros. Hachikō esperava pelo retorno de seu tutor e amigo.

A figura permanente do cão à espera de seu tutor atraiu a atenção de alguns transeuntes. Muitos deles, frequentadores da estação de Shibuya, já haviam visto Hachikō e o  professor Ueno indo e vindo diariamente no passado. Percebendo que o cão esperava em vão a volta de seu mestre, ficaram tocados e passaram então a trazer petiscos e comida para alivar sua vigília.

Por 10 anos contínuos Hachikō aparecia ao final da tarde, precisamente no momento de desembarque do trem na estação, na esperança de reencontrar-se com seu tutor.
Hachikō finalmente começou a ser percebido pelas pessoas na estação de Shibuya. Naquele mesmo ano, um dos fiéis alunos de Ueno viu o cachorro na estação e o seguiu até a residência dos Kobayashi, onde conheceu a história da vida de Hachikō. Coincidentemente o aluno era um pesquisador da raça Akita, e logo após seu encontro com Hachikō, publicou um censo de Akitas no Japão. Na época haviam apenas 30 Akitas puro-sangue restantes no país, incluindo Hachikō da estação de  Shibuya. O antigo aluno do Professor Ueno retornou frequentemente para visitar o cachorro e durante muitos anos publicou diversos artigos sobre a marcante lealdade de Hachikō.

Sua história foi enviada para o Asahi Shinbun, um dos principais jornais do país, e foi publicada em setembro de 1932. O escritor tinha interesse em Hachikō, e prontamente enviou fotografias e detalhes sobre ele para uma revista especializada em cães japoneses. Uma foto de Hachikō tinha também aparecido em uma enciclopédia sobre cães, publicada no exterior. No entanto, quando um grande jornal nacional assumiu a história de Hachikō, todo o povo japonês soube sobre ele e se tornou uma espécie de celebridade, uma sensação nacional. Sua devoção à memória de seu mestre impressionou o povo japonês e se tornou modelo de dedicação à memória da família. Pais e professores usavam Hachikō como exemplo para educar crianças.

A fama repentina de Hachikō fez pouca diferença para a sua vida, pois ele continuou exatamente da mesma maneira como antes. Todo dia, ele partia para a estação de Shibuya e esperava lá pelo Professor Ueno para voltar pra casa.

Em 1929, Hachikō contraiu um caso grave de sarna, que quase o matou. Devido aos anos passados nas ruas, ele estava magro e com feridas das brigas com outros cães. Uma de suas orelhas já não se levantava mais, e ele já estava com uma aparência miserável, não parecendo mais com a criatura orgulhosa e forte que tinha sido uma vez. Ele poderia ter sido confundido com qualquer cão mestiço.
Como Hachiko envelheceu, tornou-se muito fraco e sofria de dirofilariose, um verme que ataca o coração . Na madrugada de 8 de março de 1935, com idade de 11 anos, ele deu seu último suspiro em uma rua lateral à estação de Shibuya. A duração total de tempo que ele tinha esperado, saudoso, seu mestre, foi de nove anos e dez meses. A morte de Hachikō estampou as primeiras páginas dos principais jornais japoneses, e muitas pessoas ficaram inconsoláveis com a notícia. Um dia de luto foi declarado.
Seus ossos foram enterrados em um canto da sepultura do professor Ueno (no Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tóquio), para que ele finalmente se reencontrasse com o mestre a quem ele havia ansiado por tantos anos. Sua pele foi preservada, e uma figura empalhada de Hachikō pode ainda ser vista no Museu Nacional de Ciências em Ueno.

Homenagens
Em 21 de Abril de 1934, uma estátua de bronze de Hachikō, esculpida pelo renomado escultor Tern Ando, foi erguida em frente ao portão de bilheteria da estação de Shibuya, com um poema gravado em um cartaz intitulado “Linhas para um cão leal”. A cerimônia de inauguração foi uma grande ocasião, com a participação do neto do professor Ueno e uma multidão de pessoas. Pelo país afora a fama de Hachi se espalhou e a raça Akita cresceu. Hachi foi convidado várias vezes para aparecer como um convidado em mostras de cães, também miniaturas e cartões postais dele começaram a ser feitos.

Porém, mais tarde, a figura e lenda de Hachikō foi distorcida e usada como símbolo de lealdade ao Estado, aparecendo em propagandas que difundiam o fanatismo nacionalista que acabaram levando o país à Segunda Guerra Sino-Japonesa, no final da década de 1930 e também à Segunda Guerra Mundial. Lamentavelmente, a primeira estátua foi removida e derretida para armamentos durante a Segunda Guerra Mundial, em abril de 1944. No entanto, em 1948 uma réplica foi feita por Takeshi Ando, filho do escultor original, e reintegrada no mesmo lugar da anterior, em uma cerimônia em 15 de agosto. Esta é a estátua que está ainda hoje na Estação de Shibuya e é um ponto de encontro extremamente famoso e popular. 

Todo dia 8 de abril é realizada uma cerimônia solene na estação de trem, em homenagem à história do cão leal.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ideias

Ideias tenho muitas tenho... Na maioria das vezes ficam "enterradas"!

Está provado que as grandes ideias surgem em duas situações, quando tomamos duche (esta não percebo) e quando estamos prestes a adormecer. Esta última entendo perfeitamente pois tenho ideias brilhantes quando estou precisamente a pegar no sono, a treta é que no dia seguinte quando acordo não me lembro de nada e tenho a certeza de que muitas delas dariam belos textos embora ache que tenho pano para mangas para escrever...

Estamos em crise... Já todos percebemos e quem ainda não percebeu não deve ver tv nem ouvir rádio pois nos últimos meses não se fala noutra coisa. Os impostos vão subir os preços vão aumentar e os ordenados vão ficar mais curtos. Eu cá continuo a achar ridículo uma pessoa que trabalhou uma vida inteira chegar à idade da reforma e ter que (sobre)viver com 40 contos quando mais de metade é deixado na farmácia, ah e por falar em farmácias... os medicamentos mais usados e que até agora tinham comparticipação vão deixar de a ter e juntamos a isso a quantidade de médicos que não prescrevem medicamentos genéricos. Ainda penso do que me vale descontar...

Acho que hoje estou indignada... mas vou continuar...

Setúbal voltou a ser notícia... E não, não foi pelo projecto de um novo festival na nossa cidade e também não foi por termos uma figura típica que engloba todos os típicos Setubalenses! Conseguem adivinhar? Ok eu digo...

"Jovem assassina namorada grávida no bairro da Bela Vista"
Prometi que não opinaria sobre este assunto com vista a evitar o meu linchamento...

O Inverno ainda não chegou mas já se nota o típico recolher, são neste momento 16.37h e poucas são as pessoas que passam pelo sítio onde estou, quando estivermos perto das 18h muitas menos serão! Não se vê um polícia, excepto claro aqueles que andam a passar as "receitas".

Tenho conseguido reparar na atenção com que as pessoas andam nas ruas, as senhora andam bem agarradas às malas e mal notem que se aproxima alguém olham para trás e caso se justifique aceleram o passo e não não é por Setúbal ser uma cidade insegura, é por o país estar inseguro e ninguém fazer nada para alterar a situação.

Já agora... Se há coisas que me irritam profundamente é fixarem-se num ponto apenas para realçar os traços negativos. Irritou-me ouvir um gaiato que aparentava os seus 15 anos dizer que seria um alívio rebentarem com o estádio do V.F.C que foi construído com tanto suor!

Se sou racista?? Não... Simplesmente não suporto gente que não dá valor aos que os acolheram. A questão é que muitas das vezes essa mesma gente não são os imigrantes, são os "filhos da terra"!

Beijoca =)

Di